Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

deepme

deepme

...

10.04.05

TERCEIRO ACTO

Durante o jantar, tudo corria bem até que na intimidade de umas “bolhas finas”, mergulhamos na onda de confidências que saltitava e colidia entre olhares - despercebidos -, por entre cristal, - a côr ambar -, os flutes e a imperceptível leveza da fragância a avelãs. Fustiga-se o desejo persistente de seguirmos por trilhos inóspitos; os que traçam a rota de castas, como: Malvasia fina, Cerceal, Touriga Francesa, Tinta Roriz, Verões quentes, Invernos rigorosos, e; C`est la Vie...! Quando menos se espera pousamos retidos num espaço único, do qual não nos podemos desprender sem rasgarmos com as regras. Perdido num horizonte longinquo, do qual se distancia lentamente o caminhante, perpetua-se o instante em que amar se torna legitimo, mas também imoral. Como um barco atracado ao porto durante a tempestade que o castiga com o flagelo ruídoso das amarras; - as mesmas com que se segura -; no ranger suporta a dor, com um grito surdo, no cais permanece! Ana antecipa-se, devastaria o mais brilhante dos estrategos. O factor surpresa, aquele que já mudou por diversas vezes o curso da história, ... num sei .... num sei .... nim nada....?! Branca - S.O.S. - branca

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.